quinta-feira, 12 de maio de 2016


Perdido nas ondas curtas: 

Radioamadores procuram sinal do nanos

satélite russo Samsat-218D


Os radioamadores russos que trabalham com ondas curtas procuram o sinal do nanossatélite russo Samsat-218D, disse o comunicado de um fórum especializado nessa quarta (4).

Mais cedo na quarta-feira, uma fonte na Universidade Estatal Aeroespacial de Samara, onde o satélite foi projetado, contou à RIA Novosti que o problema de comunicação com o nanossatélite Samsat-218D, lançado do cosmódromo de Vostochny, poderia acontecer por causa da alta rotação do objeto em órbita.
"O satélite tem um emissor de radio, que transmite cada 150 segundos (ou 30 segundos) durante 15 segundos a palavra Samsat-218D na frequência de 145.870 MHz. O sinal é transmitido em código Morse no modo CW. Quando o satélite passa encima da nossa estação, ouvimos o código Morse fragmentado e ruído no fundo. Nós pedimos os radioamadores que ouçam a transmissão na frequência mencionada, gravem o áudio", diz o comunicado.
Os engenheiros do satélite informam, que estão prontos para fornecer todos os dados necessários relacionados à transmissão do sinal. "A processão de dados obtidos das gravações dos radioamadores nos permitirá compreender a causa do problema (é possível que o satélite tenha se enrolado fortemente na saída da cápsula de transporte) e tentar estimar a velocidade de rotação", explica o comunicado.
A Universidade Estatal Aeroespacial de Samara, a Universidade Estatal de Moscou e o Centro de Investigação e Produção Espacial “Progress” estão responsáveis pela operação de todos os satélites colocados em órbita durante o primeiro lançamento do foguete portador Soyuz 2.1a do cosmódromo russo Vostochny, disse à agência RIA Novosti o representante da empresa estatal Roscosmos.
"O nanossatélite Samsat-218 foi elaborado por estudantes e cientistas da Universidade Estatal Aeroespacial de Samara, por sua própria iniciativa. Todos os três nanossatélites [Samsat-218D, Mikhail Lomonosov e  Aist-2D] se separaram com sucesso do foguete portador Soyuz 2.1a, lançado do cosmódromo Vostochny. Atualmente, pelo o funcionamento dos satélites em órbita estão responsáveis as empresas e universidades  mencionados”, acrescentou o representante da Roscosmos.




Matéria retirada de : http://br.sputniknews.com/